segunda-feira, 2 de abril de 2012



Para minha amada
Kátia Rossana.


Eu era um índio
Que caminhava
Pelas ruas de barro
De Gaibú
Flores de Jasmim
Pelos longos cabelos
O que é que eu
Digo de mim, nesse
Furacão que é
A minha mente?
Eu sou um monstro
De rutilância
Em meio aos destroços
Que ficaram.
No entanto resta
Uma esperança,
É quando eu passeio
Os meus olhos nos teus
No aconchego
Do teu abraço.


Carlos Maia
15/02/12.

Para minha amada
Kátia Rossana.



E aí então
Tudo se desfez
Em cinzas
Os paraísos artificiais
Foram por água abaixo
Ele se deixou
Levar por aquela
Força que o guiava
E o protegia
As flores caíam
Do cabelo dela
Sobre mim
Assim é que
Eu passeio
Assim é que
Eu ancoro
Meu navio
No teu seio.


Carlos Maia
15/02/12.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012



Para minha
indiazinha linda
Kátia Rossana


Eu colho flores
Pelas ruas das graças
Para dar a minha amada
Jasmins, violetas, hibiscos e
orquídeas.
E o perfume delas
Me deixa inebriado
Como o nosso amor.
Temos beijos de manga, de manguito,
de pitanga, de pistache, de amarola,
de graviola e de chocolate.
E ela adormece todas as noites
Recebendo cafunés
No aconchego do meu ombro,
Com sua coxa
Entre as minhas coxas.
E eu fico acordado
Velando o seu sono.
Ela me faz listas
de desejos puros,
E eu faço para ela
listas de desejos
para a minha amada.
Ela preencheu todos os espaços
Do meu coração,
Resgatou-me
Dos braços da morte,
E todos os dias
Me dá um novo alento.
Planejamos num futuro longíquo
Viajar pelas estrelas,
Enquanto isso
Vamos plantando
Em nossa estrada
Sementinhas de rubi.

Carlos Maia
20/01/2012

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011


A seriedade
Dos homens de plástico
Que lêem jornais
E não vêem
Os Ipês roxos
Floridos
Da Agamenon Magalhães
Esmaga
Todo o cotidiano!

Carlos Maia
04/12/11

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Enos - Sérgio Leandro



Tudo que sou é poeira no vento,
Sou apenas solidão e desalento
Longe do círculo sagrado dos teus braços.
Sou as lágrimas acumuladas de todos os cansaços
E o sangue que à noite o pó revela...
Minha aquarela em pedaços te saúda nos portais que a tarde encerra...
Cantaria outro mundo se amasse,
Choraria se cantasse outro amor.
Toda dor é um caminho entre abraços.


04/05/2009

domingo, 9 de outubro de 2011

Abraço.



Um abraço
 O que você faz quando está com dor de cabeça, ou quando está chateado?
 Será que existe algum remédio para aliviar a maioria dos problemas físicos e emocionais?
 Pois é, durante muito tempo estivemos à procura de alguma coisa que nos rejuvenescesse, que prolongasse nosso bom humor, que nos protegesse contra doenças, que curasse nossa depressão e que nos aliviasse do estresse.
 Sim, alguma coisa que fortalecesse nossos laços afetivos e que, inclusive, nos ajudasse a adormecer tranquilos.
 Encontramos! O remédio já havia sido descoberto e já estava à nossa disposição. O mais impressionante de tudo é que ainda por cima não custa nada.
 Aliás, custa sim, custa abrir mão de um pouco de orgulho, um pouco de pretensão de ser autossuficiente, um pouco de vontade de viver do jeito que queremos, sem depender dos outros.
 É o abraço. O abraço é milagroso. É medicina realmente muito forte. O abraço, como sinal de afetividade e de carinho, pode nos ajudar a viver mais tempo, proteger-nos contra doenças, curar a depressão, fortificar os laços afetivos.
 O abraço é um excelente tônico. Hoje sabemos que a pessoa deprimida é bem mais suscetível a doenças. O abraço diminui a depressão e revigora o sistema imunológico.
 O abraço injeta nova vida nos corpos cansados e fatigados, e a pessoa abraçada sente-se mais jovem e vibrante. O uso regular do abraço prolonga a vida e estimula a vontade de viver.
 Recentemente ouvimos a teoria muito interessante de uma psicóloga americana, dizendo que se precisa de quatro abraços por dia para sobreviver, oito abraços para manter-se vivo e doze abraços por dia para prosperar.
 E o mais bonito é que esse remédio não tem contraindicação e não há maneira de dá-lo sem ganhá-lo de volta.
 *   *   *
 Já há algum tempo temos visto, colado nos vidros de alguns veículos, um adesivo muito simpático, dizendo: Abrace mais!
 Eis uma proposta nobre: abraçar mais.
 O contato físico do abraço se faz necessário para que as trocas de energias se deem, e para que a afetividade entre duas pessoas seja constantemente revitalizada.
 O abraçar mais é um excelente começo para aqueles de nós que nos percebemos um tanto afastados das pessoas, um tanto frios no trato com os outros.
 Só quem já deu ou recebeu um sincero abraço sabe o quanto este gesto, aparentemente simples, consegue dizer.
 Muitos pedidos de perdão foram traduzidos em abraços...
 Muitos dizeres eu te amo foram convertidos em abraços.
 Muitos sentimentos de saudade foram calados por abraços.
 Muitas despedidas emocionadas selaram um amor sem fim no aconchego de um abraço.
 Assim, convidamos você a abraçar mais.
 Doe seu abraço apertado para alguém, e receba imediatamente a volta deste ato carinhoso.
 Pense nisso! Abrace mais você também.
 
Redação do Momento Espírita, com base em palestras de
  Alberto Almeida, na cidade de Matinhos, nos dias 29, 30 e 31
 de março de 2002 e no texto intitulado Um abraço, de autoria ignorada.
  Em 07.06.2010




Um poema sobre Roberto Piva.


Acessem esse link e leiam um poema
sobre Roberto Piva: