segunda-feira, 11 de junho de 2012



Para minha
Indiazinha
linda Kátia
Rossana!

Olhar nos teus olhos
É como passear
No paraíso,
Pousar as minhas
Coxas entre
As tuas coxas
É como chegar
Ao céu,
Deslizar os meus dedos
Nas tuas costas
É melhor que
Mil orgasmos,
Passear a minha língua
Nos teus lábios
É melhor que
Amor de mãe!




Carlos Maia
10/06/12

quarta-feira, 6 de junho de 2012



Menina linda
Do raio de sol
Pega a canção
Da minha íris
E põe no teu
rouxinol andarilho.
Menina linda
Do raio de sol
E se o rouxinol
Tiver se perdido
Em meio aos descaminhos
Da vida, põe a minha
Canção nas pétalas
Do Girassol.
E se o girassol
Não puder levar
A minha canção
Ao Pôr-do-Sol.
Leva a minha canção
Às mãos pequeninas
De um niño,
Que aí eu terei
A segurança
Que ele não perderá
O caminho.




Carlos Maia
03/06/12



sábado, 2 de junho de 2012

Porque - Sophia de Mello Breyner Andresen




Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam  a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros tem medo mas tu não.

Porque os outros são túmulos caiados
Onde germina calada a podridão
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo,
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos,
Porque os outros calculam mas tu não.


Porto - Portugal - Poemas Escolhidos.

 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Esse tigre de múltiplas faces - Eduardo Alves da Costa




Quando construíste as paredes
que hoje te aprisionam, sonhavas
ordenar tua vida, canalizá-la
em direção ao mais belo destino.
E assim, estagnados, teus dias
apodreceram e tuas ilusões
se precipitaram no lodo
de teus nobres princípios.
Mas não te desesperes. Desata
a magia e ela voará para além
de todas as leis conhecidas,
até o reino da Natureza Insondável.
Ela te libertará e te devolverá
a ti mesmo no dorso do Imprevisível,
esse tigre de múltiplas faces,
devorador de melancolias.



quarta-feira, 30 de maio de 2012



Você não teve mais alucinações
do que eu.
Não sentiu mais medo
do que eu
Não sentiu mais horrores
do que eu,
Não teve o pavor, o desespero,
a solidão.
A incapacidade de qualquer realização
A falta de lembranças
A perda de memória
O esgotamento físico e
mental.
Foi aí que joguei a toalha
E admiti a minha condição humana,
delicada, frágil.
Aberta à necessidade
do outro.




Paulo Carvalho
(2.012)



terça-feira, 29 de maio de 2012

Calhetas - Ramos Sobrinho (2008)



Ó doce mar,
não o mar salgado
que nos trouxe Portugal,
mas, esse mar de curvas
molhando as roliças pedras
de Calhetas.


A minha direita,
a árvore seca,
à esquerda,
perdido arrebol.


Essa música que flui,
evola,
nesse ganhar de tempo,
aparente perder de horas.


Olhando, daqui de cima,
minh'alma aflita
pede socorro
quando o garçom traz
a conta e cinzas de outrora.



segunda-feira, 28 de maio de 2012

Último brinde - Ana Akmátova (1934)



Bebo ao lar em pedaços,
À minha vida feroz,
À solidão dos abraços
E a ti, num brinde, ergo a voz...
Ao lábio que me traiu,
Aos mortos que nada veem,
Ao mundo, estúpido e vil,
A Deus, por não salvar ninguém.


Colaboração de Ramos Sobrinho.



sexta-feira, 18 de maio de 2012

Recital "Poetas Aniversariantes do Mês"




Dia 26/05, um sábado, às 16 hs.,
no Parque da Jaqueira,
ponto de encontro no
portão central,
acontecerá o recital
"Poetas Aniversariantes do Mês",
cujos homenageados serão:
Ascenso Ferreira e
Carlos Pena Filho.
O recital do mês passado foi
um sucesso, contando
com a presença de 45 pessoas.
Participe, leve um poema
Do seu autor predileto!



segunda-feira, 2 de abril de 2012



Para minha amada
Kátia Rossana.


Se há um paraíso
Não pode ser
Melhor do que isso aqui,
De passear meus olhos
No brilho dos teus
E ver o teu sorriso.
O teu colo de jasmim,
O teu navegar
Pelas estrelas,
O teu passear
Em mim.


Carlos Maia
25/02/12.


Para minha amada
Kátia Rossana.


Eu era um índio
Que caminhava
Pelas ruas de barro
De Gaibú
Flores de Jasmim
Pelos longos cabelos
O que é que eu
Digo de mim, nesse
Furacão que é
A minha mente?
Eu sou um monstro
De rutilância
Em meio aos destroços
Que ficaram.
No entanto resta
Uma esperança,
É quando eu passeio
Os meus olhos nos teus
No aconchego
Do teu abraço.


Carlos Maia
15/02/12.

Para minha amada
Kátia Rossana.



E aí então
Tudo se desfez
Em cinzas
Os paraísos artificiais
Foram por água abaixo
Ele se deixou
Levar por aquela
Força que o guiava
E o protegia
As flores caíam
Do cabelo dela
Sobre mim
Assim é que
Eu passeio
Assim é que
Eu ancoro
Meu navio
No teu seio.


Carlos Maia
15/02/12.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012



Para minha
indiazinha linda
Kátia Rossana


Eu colho flores
Pelas ruas das graças
Para dar a minha amada
Jasmins, violetas, hibiscos e
orquídeas.
E o perfume delas
Me deixa inebriado
Como o nosso amor.
Temos beijos de manga, de manguito,
de pitanga, de pistache, de amarola,
de graviola e de chocolate.
E ela adormece todas as noites
Recebendo cafunés
No aconchego do meu ombro,
Com sua coxa
Entre as minhas coxas.
E eu fico acordado
Velando o seu sono.
Ela me faz listas
de desejos puros,
E eu faço para ela
listas de desejos
para a minha amada.
Ela preencheu todos os espaços
Do meu coração,
Resgatou-me
Dos braços da morte,
E todos os dias
Me dá um novo alento.
Planejamos num futuro longíquo
Viajar pelas estrelas,
Enquanto isso
Vamos plantando
Em nossa estrada
Sementinhas de rubi.

Carlos Maia
20/01/2012

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011


A seriedade
Dos homens de plástico
Que lêem jornais
E não vêem
Os Ipês roxos
Floridos
Da Agamenon Magalhães
Esmaga
Todo o cotidiano!

Carlos Maia
04/12/11

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Enos - Sérgio Leandro



Tudo que sou é poeira no vento,
Sou apenas solidão e desalento
Longe do círculo sagrado dos teus braços.
Sou as lágrimas acumuladas de todos os cansaços
E o sangue que à noite o pó revela...
Minha aquarela em pedaços te saúda nos portais que a tarde encerra...
Cantaria outro mundo se amasse,
Choraria se cantasse outro amor.
Toda dor é um caminho entre abraços.


04/05/2009

domingo, 9 de outubro de 2011

Abraço.



Um abraço
 O que você faz quando está com dor de cabeça, ou quando está chateado?
 Será que existe algum remédio para aliviar a maioria dos problemas físicos e emocionais?
 Pois é, durante muito tempo estivemos à procura de alguma coisa que nos rejuvenescesse, que prolongasse nosso bom humor, que nos protegesse contra doenças, que curasse nossa depressão e que nos aliviasse do estresse.
 Sim, alguma coisa que fortalecesse nossos laços afetivos e que, inclusive, nos ajudasse a adormecer tranquilos.
 Encontramos! O remédio já havia sido descoberto e já estava à nossa disposição. O mais impressionante de tudo é que ainda por cima não custa nada.
 Aliás, custa sim, custa abrir mão de um pouco de orgulho, um pouco de pretensão de ser autossuficiente, um pouco de vontade de viver do jeito que queremos, sem depender dos outros.
 É o abraço. O abraço é milagroso. É medicina realmente muito forte. O abraço, como sinal de afetividade e de carinho, pode nos ajudar a viver mais tempo, proteger-nos contra doenças, curar a depressão, fortificar os laços afetivos.
 O abraço é um excelente tônico. Hoje sabemos que a pessoa deprimida é bem mais suscetível a doenças. O abraço diminui a depressão e revigora o sistema imunológico.
 O abraço injeta nova vida nos corpos cansados e fatigados, e a pessoa abraçada sente-se mais jovem e vibrante. O uso regular do abraço prolonga a vida e estimula a vontade de viver.
 Recentemente ouvimos a teoria muito interessante de uma psicóloga americana, dizendo que se precisa de quatro abraços por dia para sobreviver, oito abraços para manter-se vivo e doze abraços por dia para prosperar.
 E o mais bonito é que esse remédio não tem contraindicação e não há maneira de dá-lo sem ganhá-lo de volta.
 *   *   *
 Já há algum tempo temos visto, colado nos vidros de alguns veículos, um adesivo muito simpático, dizendo: Abrace mais!
 Eis uma proposta nobre: abraçar mais.
 O contato físico do abraço se faz necessário para que as trocas de energias se deem, e para que a afetividade entre duas pessoas seja constantemente revitalizada.
 O abraçar mais é um excelente começo para aqueles de nós que nos percebemos um tanto afastados das pessoas, um tanto frios no trato com os outros.
 Só quem já deu ou recebeu um sincero abraço sabe o quanto este gesto, aparentemente simples, consegue dizer.
 Muitos pedidos de perdão foram traduzidos em abraços...
 Muitos dizeres eu te amo foram convertidos em abraços.
 Muitos sentimentos de saudade foram calados por abraços.
 Muitas despedidas emocionadas selaram um amor sem fim no aconchego de um abraço.
 Assim, convidamos você a abraçar mais.
 Doe seu abraço apertado para alguém, e receba imediatamente a volta deste ato carinhoso.
 Pense nisso! Abrace mais você também.
 
Redação do Momento Espírita, com base em palestras de
  Alberto Almeida, na cidade de Matinhos, nos dias 29, 30 e 31
 de março de 2002 e no texto intitulado Um abraço, de autoria ignorada.
  Em 07.06.2010




Um poema sobre Roberto Piva.


Acessem esse link e leiam um poema
sobre Roberto Piva: