sexta-feira, 31 de julho de 2009

Colhi uma vitória régia
Nos jardins da minha mente,
Andei por eras passadas
Tão vistoso e tão contente
Caminho entre as quatro colinas
Ao sabor das estações
Nunca mais eu tive medo,
nem tão pouco decepções.

Carlos Maia.
31/07/09.

terça-feira, 28 de julho de 2009

ILUMINAÇÃO: ELEVAR-SE ACIMA DO PENSAMENTO

Pensar não é essencial para sobrevivermos
neste mundo?

A sua mente é um instrumento, uma ferramenta.
Existe para ser usada numa tarefa específica e,
quando esta termina, põe-se a parte.
Assim sendo, eu diria que cerca de
80 a 90 por cento do pensamento da maioria
das pessoas é não só repetitivo e inútil, mas, devido
à sua natureza disfuncional e muitas vezes negativa,
é também muitas vezes prejudicial.
Observe a sua mente e verá que isto é verdade.
Provoca uma perda considerável de energia vital.

Esta espécie de pensamento compulsivo é,
na realidade, um vício. O que é que caracteriza um
vício? Muito siplesmente isto: você deixa de sentir
que tem a opção de parar. Parece ser mais forte
que você. E dá-lhe igualmente uma falsa sensação
de prazer, prazer esse que invariavelmente se
transforma em dor.
Por que motivo seríamos nós viciados em pensar?
Porque você se identifica com o pensamento,
o que significa que obtém a sua sensação
de identidade a partir do conteúdo e da atividade
da sua mente. Porque você acredita que deixaria
de existir se deixasse de pensar.
Ao crescer, você forma uma imagem mental da
pessoa que é com base nos seus condiciona-
mentos pessoais e culturais. Podemos dar o
nome de ego a esse eu fantasma.
Consiste na atividade da mente e só pode
continuar a funcionar através do pensar cons-
tante. O termo ego significa diferentes coisas
para diferentes pessoas, mas quando eu o uso
aqui significa um falso eu, criado por uma
identificação inconsciente com a mente.

Para o ego, o momento presente praticamente
não existe. Apenas o passado e o futuro
são considerados importantes.
Esta total inversão da verdade explica o fato
de a mente ser tão disfuncional quando está
a funcionar como ego.
O ego preocupa-se constantemente em manter
vivo o passado, porque, sem ele,
quem seria você?
Projeta-se constantemente no futuro para
garantir a continuidade da sua sobrevivência e
para procurar aí algum tipo de libertação ou de sa-
tisfação. Ele diz: "Um dia, quando isto, ou aquilo,
acontecer, eu vou sentir-me bem, feliz, em paz."
E mesmo quando o ego parece preocupar-se
com o presente, não é o presente que
ele vê: distorce-o completamente porque
o vê através dos olhos do passado.
Ou então reduz o presente a um meio para
alcançar um fim, fim esse que fica sempre no
futuro que a mente projeta.
Observe a sua mente e
verá que é assim funciona.

O momento presente possui a chave para a libertação.
Mas você não poderá descobrir o momento presente
enquanto você for a sua mente.
Não quero perder a minha capacidade de analisar
e discriminar. Não me importaria de aprender
a pensar de maneira mais clara,
mais concentrada,
mas não quero perder a minha mente.
A capacidade de pensar é a coisa mais preciosa
que possuímos. Sem ela, seríamos apenas
uma outra espécie animal.
A predominância da mente não passa de um
patamar na evolução da consciência.
Precisamos chegar ao patamar seguinte
agora, urgentemente; de outro modo,
seremos destruídos pela mente, que se terá
transformado num monstro.
Falarei disto em pormenor mais adiante.
O pensamento e a consciência não são
sinônimos. O pensamento não passa de um
pequeno aspecto da consciência.
O pensamento não pode existir sem a
consciência, mas a consciência
não precisa do pensamento.

A iluminação significa elevar-se acima do
pensamento e não descer a um nível
abaixo do pensamento,
ao nível de um animal ou de uma planta.
No estado de iluminação, você continua a utilizar
a sua mente e a pensar sempre que necessário,
mas fa-lo-á de uma maneira muito mais
concentrada e eficiente do que anteriormente.
Utilizá-la-á principalmente para fins práticos,
mas ficará livre do diálogo interior
involuntário e conhecerá
a quietude,
interior.
Quando usar a sua mente, e particularmente
quando for necessária uma solução
criativa, você oscilará frequentemente entre
o pensamento e a quietude,
entre a mente e a ausência de mente.
A ausência de mente é a
consciência sem o pensamento.
Só dessa maneira é possível pensar-se
criativamente, porque só dessa maneira
o pensamento terá verdadeiramente poder.
O pensamento por si só, quando deixa de
estar ligado ao reino muito mais vasto
da consciência,
torna-se rapidamente estéril,
insensato e destrutivo.

A mente é essencialmente uma máquina
de sobrevivência. Atacar e defender-se de
outras mentes, reunir, armazenar e analisar
informações - é nisso que ela é boa,
mas não é de maneira nenhuma criativa.
Todos os verdadeiros artistas,
quer o saibam quer não,
criam com base na ausência de mente,
na quietude interior.
Só posteriormente é que a mente dá forma
ao impulso criativo ou à inspiração.
Até os grandes cientistas dizem que os
seus sucessos criativos aconteceram num
momento de quietude mental.
O resultado surpreendente de um inquérito,
feito a nível nacional junto aos mais
eminentes cientistas americanos, entre os
quais Einstein, tendo em vista descobrir
os respectivos métodos de trabalho,
foi o de que o pensar
"desempenha unicamente um papel
secundário na fase breve,
mas decisiva, do ato criativo em si."
Por isso, eu diria que a simples razão pela
qual a maioria dos cientistas não é criativa
não é por não saber pensar,
mas por não saber como parar de pensar!

Não foi através da mente, através do
pensamento, que foi criado e é mantido o
milagre que é a vida na Terra ou
no seu corpo.
Existe claramente uma inteligência
a reger este processo que é de longe maior
do que a mente. Como pode uma única célula
humana, que de largura mede um
milionésimo de polegada, conter dentro
do seu ADN instruções que dariam para
encher 1.000 livros de 600 páginas cada um?
Quanto mais aprendemos sobre o
funcionamento do corpo, mais compreendemos
quão vasta é a inteligência que o rege
e quão limitado é o nosso
conhecimento.
Quando a mente se liga novamente a essa
inteligência, transforma-se numa
ferramenta maravilhosa.
Serve então a algo
maior do que
ela.

Eckhart Tolle.
A felicidade
pra mim é uma
bolinha de sabão que
eu toco
com
muita delicadeza.

Kenia Mello
27/07/09.

sábado, 25 de julho de 2009


Marquei um encontro com o vinho
e as palavras a se juntar numa folha qualquer
e ao me deparar com o vinho num copo
olhei profundamente para ele, e vi
minha imagem refletida, mostrando como sou
escuro, inconstante, embriagado
olhei para o papel e talvez fosse como ele
esquecido, amassado, sujo
vindo da fusão de outros papeis
ou fosse vários papeis a se juntar
se esquecer, amassar, e jogar em qualquer sarjeta
como um mendigo bêbado, sonhando com um futuro
de muitos vinhos, papeis para assinar, amores por amar

E depois de tantos vinhos, embriagado
com tantos papeis escritos, sem assinar
levantei-me e sai a cambalear
para num canto escuro, sujo, dormir
E sonhar com os próximos vinhos
papeis para assinar, amores...

João Adolfo Maciel Monteiro.
22/08/01

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Chapado na Chapada.

Quando fui a Lençóis pela 1ª vez,
em 1993, dei carona a dois trabalhadores
rurais; este da foto se chamava
Benedito, o outro Segredo.

Eu saí de Recife a 180 Km/h,
estava na minha primeira crise de
transtorno bipolar.
Fui sem mapa, sem nada, só sabia
que Lençóis ficava
próximo a Feira de Santana.
Quando parei num posto para perguntar
se estava no caminho certo
estes dois trabalhadores
me pediram uma carona, eu disse
que não tinha problema algum,
só advertí-los que corria
um pouco.
Eles não acharam nada demais.

Quando Benedito viu o velocímetro
marcar 180 Km/h
ficou petrificado.

Paramos num outro posto para reabastecer.
Quando descemos
Benedito não aguentou
e falou para o bombeiro:
"Home esse camarada é completamente
doido, a gente estava a 180 Km/h,
descendo uma ladeira,
e ele achava pouco
e ficava acunhando o pé
no acelerador querendo mais.
Tinha uma ponte e um riachinho no final
da ladeira, então eu pensei:
"Virge Maria, minha Mãe Santíssima
é agora que a gente
vai pegar peixe no céu!!!"

Depois eu maneirei mais
e tomamos alguns vinhos portugueses
maravilhosos.
Em determinada altura eu perguntei
a Benedito:
"Diga aí Benedito, se alguém encostar
aqui na gente pra tirar onda
como é que é???"
E eu já com a máquina pronta.
Benedito respondeu:
"O quê???
Eu estraçaio com os dente!!!"
Levava uma vida descolorida
daquelas em que não se escurece
pois estes são os estados das cores
escuras, cinzas, pretas, ocres
só ganhava cor a cada 28 dias
em tons vermelhos de pura agonia

E na periferia de sua mente
totalmente mal construída de idéias
na qual não havia espaço para comédias
sarcasmos de brincar com a própria dor

Se utilizava do álcool como de uma camisa
na hora do frio vestia-se dele
para proteger-se de seu próprio inverno
das chuvas que fazia cair diariamente
regando todo o seu jardim de varanda

E dali olhava toda a imensidão vertical
que cortava todos os horizontes
deixando quadrados multicoloridos
que mudavam constantemente de cor
tanto quanto os pingos de sua chuva

Não aguentava mais tantas cores ocres
e decidira colori-la apenas uma vez
numa cor clara, barulhenta e quente
Morria com a cor de cada 28 dias.

João Adolfo Maciel Monteiro.

07/08/01.

Para ti - Walt Whitman.

Desconhecido, se tu que passas e me encontras
quiseres a mim te dirigir,
por que não o farás?
E por que eu não deveria contigo dialogar?

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O cerco

Estamos todos cercados;
e o silêncio do sonho
é nossa arma sagrada:
as pistolas e as línguas de aço
dos inimigos brilham ao sol,
e eles gritam tanto
sobre as velhas colinas,
atrás das cegas estantes,
que sabemos de tudo;
e colados ficamos,
amamos e permaneceremos.

Sabedoria classe B

Vamos falar dos objetos
para ninguém sair ferido.
Os deuses e as idéias
sempre nos dividiram.
Vamos falar apenas dos objetos.
Deixemos em paz
o novo amor de Rachel,
deixemos em paz
o homossexualismos do patriarca.
Deixemo-nos em paz.

Frase de Efeito

Dizer que, no fundamental
estamos sós,
é frase de efeito,
mas sinal para todos
se omitirem
do sofrimento de todos,
no fim, é frase
que causa, mesmo,
um monstruoso efeito.

domingo, 19 de julho de 2009

A praia é a mesma
As pedras, a areia
O vento são os mesmos
Os pássaros que brincavam a toa
eram os mesmos...

Mas havia algo diferente
E eu vendo as torres tão distantes
Me trouxe por um instante
A lembrança e o carinho
De conclamar aos Deuses da poesia
Que antes que a noite caia
Eu possa brindar
a poesia de Carlos Maia!

Aldo Lins.
Novembro/2008.

"Da árvore e do rio e do grito do povo"

Não é o cipreste de Silos, nem é o olmo,
que vós, poetas, cantáveis em Castela.
(A soledade horizontal, cortada por um mastro
do mar que Margall suspeitava distante?)
Nem é o pinheiro Serrat, mediterrâneo,
nem o pinheiro do bosque dos cogumelos e o musgo...

É apenas um frágil eucalipto
quase ainda nu,
precário ainda.

As estrelas, parece, são as mesmas.
A noite é tão humana
como essas vossas noites, ó poetas,
profetas da Terra.

O Milton Nascimento
canta a dura vida dos pobres,
(Há um modo, ainda, de dizer a verdade:
com o violão...)

O Araguaia, mudo
como a dor do povo, contido
como o furor do povo
- tão distantes do rio e do violão
as Leis dos homens importantes! -
segue sua antiga rota,
teimosamente arrastado.

Pedro, o cego, fala, grita, livre, só.
- "Se tu estivesses são,
já teríamos rodado os dois pelo chão".
ganiu o gerente, estúpido.
- "Já teríamos rodado".
respondia-lhe o cego.

A velha casa paroquial do Morro
esfria, com a noite palpitante de vento,
seu rescaldo de areia calcinada,
sua calcinada história.

(Jentel ri na sombra,
com o cego e o vento, subversivos...)

"Levar vida de gente", canta Milton,
Pedro prossegue gritando alto, livre.
O eucalipto, leve, quase nu ainda, inadaptado,
trêmulo como um corpo trazido de outros climas,
incapaz de entender e dar respostas,
cresce na noite clara; e as estrelas
- meus olhos, meu silêncio,
o silêncio de Deus e a Palavra -
devem, por fim, saber alguma coisa
da árvore e do rio e do grito do povo...

Digo eu. Canta Milton. Gritam, livres, os pobres.
Não é possível que continuem, as estrelas,
impassíveis...!

Dom Pedro Maria Casaldáliga

sábado, 18 de julho de 2009

Quantas barreiras,
Quantas montanhas,
Quantos Golias tive que enfrentar
Pra chegar até aqui!
Infernos encondidos
Em pêssegos suculentos,
Venenos vagando
Pelos antros na madrugada...
Todos os pecados
Todas as blasfêmias
Deus suportou.
Porque Ele tinha e tem
Um plano na minha
E na tua vida!
Levante a cabeça
Saia do lugar que limita
Sua visão!
Neste exato instante
Ele já mandou o anjo com a tua
benção e a tua vitória!
Louve, cante, dê glória!
Pois Ele te ama
E quer te ver
Feliz!

Carlos Maia
16/07/09

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O silêncio que acolhe
Os pássaros que voam
No meu interior
Em manhãs resplandecentes
De arco-íris
Nos pastos verdejantes
e trigais...
Descansa em segurança,
Ó minh'alma
Pois o nosso dono
É o Senhor do universo!

Carlos Maia
17/07/09

O Mundo como idéia - Bruno Tolentino

Se você define um futuro que vê como ideal
e para o qual quer tender,
isso vai tornar o seu presente muito
complicado porque, para chegar até lá,
precisará lidar com todas as confusões do
dia de hoje que não se ajustam
a essa idéia de futuro que criou.
Por isso, o seu presente será muito conflituoso;
no entanto, conseguimos viver em meio
a conflitos, é próprio do ser humano
enfrentar os paradoxos do dia-a-dia.

O pior não é que essa idéia o impede de viver
as coisas como são, mas que o obriga
a destruir seu passado.
Para poder manter essa visão de presente
que você anuncia em nome do futuro,
tudo o que foi precisa tornar-se suspeito.
Passa a ser sua missão destruir as possibilidades
de contar com esse passado como ajuda.
Ora, todos nós temos um passado,
uma memória, alguma coisa de que nos
lembramos bem;
um tesouro qualquer de que não queremos
abrir mão com tanta facilidade.
Mas será necessário jogar tudo isso fora
para ter um presente "limpo" em
nome do futuro,
ou da idéia de um futuro que vem por aí.

Você joga fora o passado e passa a viver
num presente que é um deserto,
em nome dessa idéia de futuro que,
quase com certeza, não chegará nunca.
E essa promessa que você tem é uma coisa
extremamente adaptável:
pode chamá-la de niilismo ou do que quiser,
mas o fato é que ela trará consigo um ódio
a tudo o que existe.
"Ah, mas isso são velharias",
"Ah, mas isso é de ontem",
"Ah, mas isso não se usa mais",
é o que mais se ouve hoje em dia.
Esse drama é o que eu chamo
do mundo-como-Idéia:
você não pode mais ter um presente,
um passado e um futuro,
só pode ter aquilo que fizer agora:
é uma idolatria, é uma apostasia
e é uma pirraça com a vida.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Hermógenes - Yoga, Caminho para Deus.

Através das exíguas clarabóias
do intelecto
só algumas tíbias
luzes
pouco fecundas
podem
penetrar.
Se quiseres mais,
se quiseres Luz,
aquela que redime
e de que o Cristo falou,
a que Buda e Krishna
se referiram,
escancara corajoso
os portões do coração e,
pela intuição,
bebe o
Ser.

pg. 58
Foto: John Paul Caponigro.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

1Co 2:9

Nem olhos viram,
nem ouvidos ouviram,
nem jamais penetrou em
coração humano
o que Deus
tem preparado
para aqueles que o amam.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Solidão.


A solidão não é má nem boa
por si mesma.
Ela tanto pode ser o céu como o inferno,
assim como a maioria das coisas.
Quando a desejamos e estamos bem
conosco e com Deus,
ela é o céu.
Quando não...
"...estou procurando, estou procurando.
Estou tentando me entender.
Tentando dar a alguém o que vivi e não sei
a quem, mas não quero ficar
com o que vivi.
Não sei o que fazer do que vivi,
tenho medo dessa
desorganização profunda."
(Clarice Lispector)
"...Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse pleno de tudo."
(Clarice Lispector)
E também tem uma dessa autora que
eu amo e que vasculhei
pelos quatro cantos da internet
mas não encontrei,
sei que a tenho em algum e-mail,
mas são milhares...
É mais ou menos assim:
"Às vezes você sente tanta saudade
de alguém, que o que você mais
quer naquele momento
é tirar aquela pessoa da memória
e trazê-la à vida real
para poder dar um abraço apertado nela!"
Eu me sinto no limbo,
não tenho mais amigos;
99,99% dos meus amigos
eram biriteiros,
tenho evitado-os.
Os da igreja ainda estão em formação,
devido a inconstância que eu vinha tendo
nos caminhos do Senhor.
Sei que Jesus está comigo,
mas como faz falta às vezes
um ombro amigo.
Alguém que nos entenda,
porque já nos conhece há muito tempo,
alguém que a gente não precise
dar nenhuma explicação.
Alguém que basta um olhar.

Carlos Maia
Porque a coisa é estabelecida por Deus,
e Deus se apressa a fazê-la.
(Gn 41:32b)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Ser Santo = Ser Separado para Deus?

"Eu sou o Senhor vosso Deus;
consagrai-vos,
e sede santos, porque eu sou santo."
(Lv 11:44)
Em português, uma palavra não pode
ter dois significados numa mesma frase,
e se o que muita gente diz no meio
evangélico, inclusive pastores,
de que ser santo
siginifica ser separado para Deus,
nesta passagem em Levítico,
Deus está sendo separado para quem???

No Aurélio o 5º significado diz:
Puro, imaculado, inocente.
"Se dissermos que não temos pecado
nenhum, a nós mesmos nos enganamos,
e a verdade não está em nós.
Se confessarmos os nossos pecados,
Ele é fiel e justo para nos perdoar
os pecados e nos purificar
de toda injustiça." (1 Jo 1:8-9)
Mas Paulo também diz em Rm 13:14:
"mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo,
e nada disponhais para a carne,
no tocante às suas concupiscências."
No meu entender a santificação é
um processo, é um objetivo,
até um dia em que poderemos
dizer como Paulo em Gálatas 2:20:
"logo, já não sou eu quem vive,
mas Cristo vive em mim."

Perdas.

Li há um certo tempo uma reportagem
na Veja com Robert Ballard,
o descobridor dos destroços do Titanic,
em que ele conta, além das suas descobertas
pelos oceanos, uma experiência muito dura
que teve:
perdeu o filho adolescente num acidente
automobilístico. Ele diz:
"Foi uma perda trágica,
mas tudo pode ser
enriquecedor quando se consegue
encontrar a mensagem que está
por trás dos acontecimentos."

sábado, 11 de julho de 2009

Salmo 23:01.

Estive conversando com um pastor da
igreja que faço parte, a Episcopal,
sobre o Salmo 23:01;
a grande maioria traduz dessa forma:
"O Senhor é o meu pastor e
nada me faltará."
Segundo o pastor a tradução
correta do hebraico é:
"O Senhor é o meu pastor
e eu não sentirei falta de nada."
Acho que essa tradução é muito mais
coerente com o evangelho, pois Paulo
passou fome, cristãos foram devorados
por leões no coliseu romano;
Sedrak, Mesak e Abed-Nego foram
jogados na fornalha de fogo ardente.
"E que mais direi ainda?
Certamente me faltará o tempo necessário
para referir o que há a respeito de
Gideão, de Baraque, de Sansão,
de Jefté, de Davi, de Samuel
e dos profetas,
os quais, por meio da fé, subjugaram
reinos, praticaram a justiça,
obtiveram promessas, fecharam bocas
de leões,
extinguiram a violência do fogo,
escaparam ao fio da espada,
da fraqueza tiraram força, fizeram-se
poderosos em guerra, puseram em fuga
exércitos de estrangeiros.
Mulheres receberam, pela ressurreição,
os seus mortos. Alguns foram torturados,
não aceitando seu resgate, para obterem
superior ressurreição;
outros, por sua vez, passaram pela prova
de escárnios e açoites, sim,
até de algemas e prisões.
Foram apedrejados, provados, serrados
pelo meio, mortos ao fio da espada;
andaram peregrinos.
Vestidos de peles de ovelhas e de
cabras, necessitados, afligidos, maltratados
(homens dos quais o mundo não era digno),
errantes pelos desertos, pelos montes,
pelas covas,
pelos antros da terra.
Ora, todos estes que obtiveram bom
testemunho por sua fé,
não obtiveram, contudo, a concretização
da promessa." (Hb 11:32-39)
Porque a nossa pátria não é aqui,
é junto ao Rei dos Reis e Senhor dos
Senhores, que apesar de toda a
sua glória, se definiu assim:
"Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei
de mim, porque sou manso e humilde
de coração, e encontrareis descanso
para as vossas almas.
Pois o meu jugo é suave e o meu
fardo é leve." (Mt 11:29-30)
Vale a pena pagar o preço, meus irmãos,
pela alegria que nos está proposta,
a mesma alegria que fez Paulo e Silas
entoarem cânticos de louvor
ao nosso Deus
em plena prisão,
acorrentados ao tronco.
A alegria de fazer não a nossa vontade,
mas a vontade do Pai.
A alegria que preenche todos os vazios,
a falta de sentido da vida,
o nosso egoísmo,
a nossa prepotência.
Podem me dizer que é utopia,
eu sei que não é,
eu falo com Deus todos os dias.
Ele está disponível a qualquer um
de nós, basta buscá-lo!
"Se o meu povo, que se chama pelo
meu nome, se humilhar, orar e
me buscar, e se converter dos seus
maus caminhos, então eu ouvirei dos
céus, perdoarei os seus pecados
e sararei a sua terra." (2 Cr 7:14)

quarta-feira, 8 de julho de 2009